Metamorfose quimica

O objectivo do nosso projecto será destacar a presença da Química na Cidade, da maneira mais visível, a mudança de cor.


O nosso objectivo primário será a criação duma cápsula permeável à humidade e transparente, onde no interior será observada a alteração cromática da substância.


Construída a cápsula, será possível o objectivo final, ou seja, construir um painel onde podemos no final do nosso ano lectivo demonstrar os efeitos dos diferentes climas em algumas substâncias químicas, de forma apelativa a todos os nossos colegas e até incentivar o gosto pela química nos mesmos.







segunda-feira, 28 de março de 2011

Exposição solar das substâncias no prototipo do painel (23-03-2011)


Objectivos da experiência:
-Verificar se o painel criado resulta;
-A que temperatura e quanto tempo demora uma cápsula a mudar de cor.


Procedimento:
  1. Colocar as cápsulas no interior do painel;
  2. Isolar o painel;
  3. Fazer um furo no mesmo, e colocar no interior um termómetro;
  4. Expor este ao Sol;
  5. Registar periodicamente a temperatura no interior do painel e as alterações visuais nas cápsulas;


Esquema de montagem:

 
  1. Termómetro analógico;
  2. Cápsulas, explicadas num relatório anterior;
  3. Painel, explicado num relatório anterior.


Registo de dados:
Tempo (min.)
Temperatura
Alterações
0
22
(Imagem 1)
5
43
O vidro está embaciado, libertou-se humidade (Imagem 2)
10
47
17
51
20
53
Ligeira desidratação de todos excepto cloreto de cobre
30
54
Cloreto de cobre mantém-se inalterado
35
55
40
57
O cloreto de cobre registou uma mudança de cor numa pequena região (Imagem 3)
45
59
Mudança total do sulfato de cobre
50
60,5
55
59
Uma diferença substancial do cloreto de cobre e sulfato de niquel (Imagem 4)
60
57
O sol já não incidia directamente no painel
65
56

 
Critica dos resultados/Conclusão:

 
Após esta experiência confirmámos que o painel criado pelo grupo funciona, aquecendo facilmente até aos, pelo menos, 60ºC. Verificámos que o sulfato de cobre mudou de cor totalmente ao fim de cerca de 45min. Verificámos que o cloreto de cobre foi o último a começar a mudar de cor, mas mudou de cor parcialmente em mais de 50% da área da cápsula.
Verificámos que o painel, quando exposto ao Sol, fica com uma temperatura de 50 a 60ºC.

protótipo do painel

Para o produto final é necessária uma estrutura onde se exponha as substâncias.
Já nos tínhamos apercebido a nossa maior dificuldade neste trabalho é a desidratação das substâncias, precisam de relativamente altas temperaturas para ocorrer a mudança. Por isso o painel seria para manipular parcialmente a temperatura.
Com isto idealizámos o protótipo do painel, no dia 10 de Março:
Era baseado na ideia do painel solar. Era perfeitamente isolado, e em cima tinha uma placa de vidro transparente para deixar passar o Sol.

Por isso escolhemos os seguintes materiais:

·         Vidro (10x15cm), para a parte superior do painel;
·         Esferovite, para as paredes do painel, devido à sua capacidade isoladora;
·         Contraplacado (10x15cm), para a parte inferior do painel;
·         Tinta preta, devido à sua capacidade absorsora de calor;
·         Fita-cola isoladora, para juntar tudo e isolar ainda melhor o painel.

No dia 15 de Março começou-se a montagem do painel, com o material (contraplacado, vidro, fita-cola isoladora e tinta preta) trazido pelo Manuel Ávila de Melo, e com a esferovite que havia nos laboratórios. Cortou-se bocados de esferovite e juntou-se, de modo a formar as paredes do protótipo. Ainda se pintou o fundo do contraplacado de preto. No dia 16 de Março completou-se as paredes e ainda se colou as mesmas ao contraplacado com fita-cola isoladora.
O painel ficou como demonstrado na seguinte imagem: